The Spinning Wheel, 2002
Projecção dos filmes:
The Bucket, 2001 (18’)
The Spinning Wheel, 2002 (27’)
Ten Weingarten, 2007 (26’)
Filmes legendados em inglês
* Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis. (Máximo: 2 senhas por pessoa.)
Esta sessão é precedida de uma visita guiada
à exposição por Miguel Wandschneider
Sábado, 7 de Novembro, 16h30
Próxima sessão
Sábado, 19 de Dezembro, 18h00
Informações
21 790 51 55 culturgest@cgd.pt |
| No contexto da exposição de Jos de Gruyter e Harald Thys, são exibidos no Sábado, 7 de Novembro, às 18h00, no Pequeno Auditório da Culturgest, três filmes desta dupla de artistas: The Bucket (2001), The Spinning Wheel (2002) e Ten Weingarten (2007).
Jos de Gruyter (Geel, Bélgica, 1965) e Harald Thys (Wilrijk, Bélgica, 1966) trabalham em conjunto desde o final da década de 1980. Ao longo dos anos, produziram numerosas obras em vídeo, pelas quais são mais conhecidos, mas o seu trabalho engloba igualmente séries fotográficas e instalações com objectos escultóricos, e mais esporadicamente a utilização de outros media, como o desenho, a performance, ou o som.
Na exposição que decorre na Culturgest são apresentados dois dos seus filmes mais recentes, Der Shlamm von Branst (A Lama de Branst) e The Frigate (A Fragata), ambos de 2008, assim como um conjunto de esculturas em barro e uma pequena série de fotografias a preto e branco, que se relacionam com um e outro filme, respectivamente. Para esta exposição, a galeria sofreu uma transformação tão radical quanto cirúrgica, dividindo-se claramente em duas partes, cada uma delas organizada ao longo de três salas que, outrora separadas, comunicam agora entre si. As duas primeiras salas dentro de cada núcleo funcionam, primeiro, como antecâmara em relação a um dos filmes e, quando fazemos o percurso inverso, como sua câmara de eco. Ao apresentarem as esculturas e as fotografias, os artistas parecem querer confrontar o espectador, uma e outra vez, com o
estatuto de objectos enigmáticos que aparecem naqueles filmes, não como simples adereços, mas como entidades que parecem exercer sobre as personagens um estranho efeito.
Inspirando-se na observação da realidade quotidiana, Jos de Gruyter e Harald Thys encenam nos seus filmes um teatro do absurdo em que a condição humana é retratada de forma impiedosa: cenas narrativas esquemáticas, que se desenrolam em espaços fechados, sem comunicação com o mundo exterior, onde personagens estranhas e caricaturais estão entregues a circunstâncias que não compreendem e a forças que não controlam, comportando-se maquinalmente ou surgindo paralisadas num estado de autismo e de alienação.
Curadoria:
Miguel Wandschneider |