|
|
|
|
Artist Exhibitions:
Awards:
2000 - 1st. Prize, in the IV Edition of the D. Fernando II anual awards, promoted by the Municipality of Sintra, Portugal.
2003 - 2nd. Prize in the 3B Abstract Competition, promoted by the International Visual Community Center, Belgade, Yugoslavia.
Solo:
2009 Esculturas, Academia das Artes dos Açores, Ponta Delgada.
...
Further Information
|
|
Artist Galleries:
Coming Soon!
|
|
Artist Reviews:
AÇORES MAGAZINE - 07-13 apr.2002
CERÂMICA E ESCULTURA, PAINEL DE ARTISTAS - Carlos Bajouca, Sistema J, Lisboa 2002...
Further Information
|
|
Collections:
Hotel Ponta Delgada, Açores, Portugal
Bom Bom Bilhares, Açores, Portugal
Câmara Municipal de Sintra, Portugal
Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, Portugal
Private Collections...
Further Information
|
|
Commissions:
Coming Soon!
|
|
|
Artist Statement for Daniel Oliveira
|
|
|
His life has been split between the United States -where he was born in 1975, the Azores -ancestral land, and Lisbon -the city where he graduated, and has been developing his work.
We are before an artist of the last generation of sculptors, that has finished his course in the year 2000, at the Lisbon´s Fine Arts College. He presents us a work that is faithful to his personal preocupations and expression, determined by a sober, refined and rational style. His sculptures refer to scientific areas, such as physics, or more spiritual ones, such as alchemy. In his most recent work we are compelled to mention the raw material that is used: wood.
The participation in several collective exhibitions evidences the work of this artist, that has exhibit regularly since 1993, passing by the Açores, Lisboa, Odemira, Sintra and Porto. The quality of his work has been recognized, in 2000, by the jury of the 4th edition of the D. Fernando II award, promoted by the Municipality of Sintra, that attributed him the sculpture award and in 2003 in the "3B Abstract" international art contest, promoted by the International Visual Art Comunity Center in Belgrado.
In 2001, “Dimensionality”, his first solo, at Galeria Municipal de Fitares, Sintra, he discloses us a very interesting and promising set of works of art.
J.J.
A Madeira Circular
Algumas das peças de Daniel Oliveira, que conheço, têm o seu quê de nome próprio. Do apelido do próprio escultor. Pensamos que, não raras vezes, como que a genealogia e a etimologia se apresentam como duas faces de uma mesma moeda, ou, como preferem os escultores, da mesma medalha.
A sua linguagem abstracta e geométrica contém múltiplas referências a objectos primordiais do nosso imaginário, a determinadas formas e fórmulas puras que concebemos e que muito raramente encontramos. Uma espécie de orgânico quase impossível, mas que é esculturalmente realizável.
Os trabalhos que ora se apresentam, formalmente, remetem-nos para a pura forma circular. Para o círculo solar e lunar. A forma perfeita para o Homem do Renascimento. A própria Forma... As esculturas evocam pois a pureza formal e também o material da mesma - a madeira. Este material, antiquíssimo, é por si só escultoricamente puro. Pena que muitos hoje já não o entendam assim. A etimologia da palavra madeira vem do latim materia - matéria, princípio das coisas, matéria de que uma coisa é feita, materiais para um trabalho. Os sentidos figurados da palavra são igualmente estimulantes: matérias, assunto, tema, alimento, ocasião, pretexto; fontes, recursos do espírito; assunto tratado, questão, exposição.
A escultura sempre se fez em madeira. Em Portugal, sobretudo, de madeira e de barro, duas matérias primordiais e puras. O barro com que Deus fez o Homem e a matéria onde Cristo morreu, o lenho da cruz. A escultura em talha dourada é talvez antropologicamente a nossa verdadeira escultura.
Mas a madeira constitui ainda, na tradição ariana e indiana, a substância primordial que dá forma a todas as coisas - Brama; é ela própria a matéria-prima dos gregos (hylé). É um material protector, o lugar dos cultos benéficos das árvores e em última instância a matéria da Árvore da Vida, uma das metáfora recorrentes da Criação (como o Sol e a Lua).
Sol, Lua e Alquimia estão presentes no trabalho do escultor. Vejo igualmente nele troncos, árvores, bosques, florestas. Formas com vida (a madeira, ao contrário do barro e da pedra, tem circulação, seiva, vida) que esculpem a própria Luz. Essa deve ser a palavra chave de toda a exposição em vez dos sempre aborrecidos e estéreis "ismos", que muitos gostam de utilizar e de permanentemente tentar...
Um açoreano com nome de árvore abençoada, árvore de paz, de vitória, de alegria, de abundância, de pureza, de imortalidade, de virgindade, evoca nos seus objectos terrenos o que está no céu, provavelmente sobre os bosques verdes, como as suas Ilhas, numa metáfora e num discurso quase celta...
Eduardo Duarte
Fac. Belas Artes de Lisboa
|
|